falésia
e quando o vazio faz cama nos poros,
acordo com olhos mornos de desejo,
rastejam larvas de uma poça nos pés.
foi assim que vi o verde que nao estava la.
abri uma pagina qualquer,
nao procurei uma resposta,
livreime ao ausente.
la vie est ailleurs.
no intervalo entre o que vivo
e o que quero viver,
o teto desabafa suas rugas,
o chao comemora suas fantasias,
pendula no tic-tac braços pernas e meras alegrias.
longe dos homens, abraço a coragem e o medo.
na rocha branca que se desespera no mar,
realço meu contorno e me apago no pensamento.
vou atras do poente
esperar,
somente.
acordo com olhos mornos de desejo,
rastejam larvas de uma poça nos pés.
foi assim que vi o verde que nao estava la.
abri uma pagina qualquer,
nao procurei uma resposta,
livreime ao ausente.
la vie est ailleurs.
no intervalo entre o que vivo
e o que quero viver,
o teto desabafa suas rugas,
o chao comemora suas fantasias,
pendula no tic-tac braços pernas e meras alegrias.
longe dos homens, abraço a coragem e o medo.
na rocha branca que se desespera no mar,
realço meu contorno e me apago no pensamento.
vou atras do poente
esperar,
somente.
Comentários
e só fui ler o título depois. caí de cara.