sur-realista.

e quanto vale o desejo do desejo da carne?
(a palavra derivando como possibilidade de dissonância).


estava passeando no linear e,
sempre,
ou quase sempre,
me deparo com o assombro ou
a erupção do vulcão tempo.

e quando o tempo vem nos a-presentear
as sensibilidades e nuances de suas camadas,
assim me aparecem também as palavras.

o tempo de imersidão.
e o mesmo velho tempo de conhecimento.

hoje senti vontade de chamar as pessoas pelo nome.
de me inscrever livre nas pessoas e nos seres.
bom dia, orquídea.
(e a parede me contava um buraco absurdo).

saudade.
e a falta da falta que me faz hibernar do passado e me de-por:
presente. bom dia.

pensei em frases curtas, desenhei orações revolucionárias.
tentando permanecer no instante. e quando, lembrei. lembrando:

estou sendo influenciada.
e quando não estamos?
pausa. espreguiçamento.

lembrei:


tenho uma fragilidade nos ossos
e o calor de um campo de batalha no coração.

Comentários

tomazmusso disse…
caramba, gosto de tudo: fica assim: a dissonância nessa invenção é só sentir com o conhecimento, e naum com a razão. e dizia: "ela consegue pensar em sete coisas impossíveis antes do café da manhã",e espreguiça,- todos os dias? ah, sei lá,depende das inconfluências. então tá: bom dia, palavra.
marina A. diz que é preciso de duas coisa em cena: estar viva e vulnerável. Bom dia, movimento.
Mariana Kaufman disse…
liiindo! só quero dizer assim: lindo!

a correspondencia 1 está lá, olhe bem... as outras... no caderno, na pasta de rabiscos à máquina ou no vento... um dia estrão todas lá e por hora... vai 8, 9...!

beijo e saudade
Nanda disse…
lindo lindo lindo.. sensivel jogo do desejo. carne em pele e osso. a vida viva em movimento. sempre.
Eunice Boreal disse…
e como se todas as pestanas gritassem saudando o nascer do sol

Postagens mais visitadas