1.
À noite encosto embaixo do sonho
E uma asa noturna me lambe
Sei de formigas tentando fazer caminhos diferentes
Mas elas nunca se chocam.
Porque atrás da noite o olho enxerga.
As águas conversam amores.
E pedra lacrimeja e entorta.
A pedra discursa água e vice-versa.
O pé do tempo é um encanto.
Eu caio de folha, e caio de folha nova.
Minha folha é de vento, mas ela tem peso
De bicho antigo,
Sou folha-de-vento com vertigens
Pra espreguiçamento de bicho.
Tenho um silêncio que inseta em mim
E pica atrás do dia.
Amanheço laranja.
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1899?
é você?