vaganova

estou escutando o som de uma história.
uma grama verde, um sol,
uma vontade de rir e abraçar e
navegar nas estrelas.

porque é bom abraçar
um céu de estrelas e escrever palavras
como se fossem ditas
para alguém que não existe
mas existem

dentro deste coraçào
a orquestra já começou
sua explosào de novas..
de novas velhas imensidões.

os amores são vãos
mas nunca vazios.



ainda ouço aquela voz,
aquela melodia.
e queria poder tocar no seu corpo
minha vontade de andar, de amar e de viver.



eu pulo alto
eu vejo o rio correndo lá embaixo
e peço pra ele levar um recado meu:
meu enredo pertence aos mundos,
e no meu coração cabe todas as cores.


não leio jornal,
nem aplico meu tempo em bolsos e distâncias.

repito. apito. despisto.

mas sigo.
não conheço o poeta cego,
nem o poeta amado, nem o poeta torto,
mas conheço o poeta vivo.


portão da vida.

a vontade anda,
navega e abraça.
o amor da vontade ri, chora e brinca.

assim sinto melhor viajar.
mas meu peito ainda apita
às vezes dou corda pra sentir seu calor
e poder chorar de saudade.
é bom ter lembrança.



não quero escrever bonito nem complexo
vou cuspindo.

hoje, faço versos vândalos.


ontem, anteontem, e quando.
où et quand?
eu brinco de chorar também.

hoje e ontem e anteontem.
antes era bom.

agora, não sei mais.
vou deixar meus pensamentos para o senhor depois:

eles conversam comigo assim:

Toquem me façam dançar
(Façam meu corpo dançar)
Por isto toquem a música bem alto
Façam o tempo passar
(Façam o tempo parar)
Parar passar parar passar
Passar parar parar passar


eu passo e paro:
entre isso há tanta coisa.
vejam as estrelas.

Comentários

juliano disse…
Há muita coisa mesmo, né?
Lembrei da Ana Cristina. No bom sentido. Bem sentido mesmo. Lindo. Obrigado.
Sabrina Nóbrega disse…
vejo as estrelas
não sei se elas estão em mim
ou se estou nelas
viva o infinito vivo
Clara Cavour disse…
adorei isso, lu! "e entre isso ainda há tanta coisa"...


um beijo

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