a fé anda devagar

eu confio na minha fé.
eu confio nela.
com um fio vou tecendo minha casa.
com janelas vou colhendo cantos e flores e loucos.
minha fé confia em mim,
vou conzinha-lá em óleo de jasmim,
vou escrever em árabe, japonês, francês
e provavelmente em língua enrolada em coração de amor.
gente, minha fé é cheia de esconnderijos de gentes.
hoje mesmo encontrei uma gente que está num buraquinho dela.
ela vinha andando euforicamente na minha direção, bem vestida,
bem empregada provavelmente e com aflição. passou perto de mim e
com raiva jogou sua revista Time em frente ao meu pé. Ela jogou
sua falta de tempo de mim.
Minha fé lhe deseja passos largos
e deseja também que ela perca sua estação de metrô.

eu tenho parafusos horários.
e posso dizer que o tempo é dorminhoco
e ele não faz nada quando não quer.
então,

atenção. não jogue suas lágrimas, nem suas risadas no chão.

aperte um botào. faça o relógio parar por um minuto
e ops... parei de funcionar. até breve.

Comentários

p. disse…
opa - mudanças
sempre mover
e trabalhar

pensei em rimar
usando como
formiga operária mas
nunca iria dar certo;;

em frente com
o labor poético
lú !
Sabrina Nóbrega disse…
ela não costuma faiá
nos espirros pontuais
de vir...

fiquei feliz com as notícias! que bom que vcs vão se encontrar, ai ai
quero um teletransporte de estalo
tenho fé. vou

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